O âmbito da rosa

•May 3, 2007 • 2 Comments

Pois bem, eu ganhei uma rosa! Meu pai me de deu uma rosa de presente no dia em que meu avô, pais dele, faleceu. Essa rosa representa o encerramento, sim, o lacrar da vida e da história. Minha rosa é memória – a memória. Ela é o resultado do perdão, ou o próprio perdão em si mesma.

Ao saber meu avô doente, tratei de dar-lhe uma medalha, um santinho que carregava comigo; votos de boa saúde. Sem chances de recorrer à vida ele se foi, não sem antes deixar-me, por intermédio de meu pai, uma rosa.

É uma rosa muito bonita – sim, ela é, pois eu a guardo e carrego comigo até os dias de hoje. Poucas vezes estivemos separadas. Eu a carrego no peito, todos os dias e todas as noites há cerca de quatorze anos. Eu me olho no espelho e a vejo, sempre, reluzindo; faz-se presente ele e todo o mundo em minha rosa. O pai, inquestionavelmente, a mãe, os filhos todos e um grande mistério.

Ela tem uma fissura central que a reparte em duas metades… Duas partes… Eu aqui, ele lá; nós aqui, ele aqui.

Minha rosa nunca foi só minha e, ainda antes, nem minha foi. Minha rosa é a históia da minha família, tem em si toda luta e cada vitória, desde suas origens, lá e Portugal. Minha rosa, soberba, já não me deixa. Minha rosa é de verdade, ela é a própria verdade, ainda que eu nunca a compreenda.

Minha rosa me faz pensar; ela, singela, me leva ao infinito de todas as coisas. Sim, pois que se todas as coisas põem fim às coisas que deveriam ser infinitas, ela me remete ao porvir daquilo ao qual já foi imposto um fim. Ela me transcende.

Minha Rosa, diz Quintás, é âmbito; é um quase sujeito porque é ativo, porque é capaz de agir sobre mim. De fato, ela é âmbito, mas é mais que isso. Minha rosa, já dito, é infinito. Ela é a verdade, e por isso, não há quem a determine. Ela é – maior que eu.

“El principito se dirige a las rosas y les dice:
“Sois bellas, pero estáis vacías (…). No se puede morir por vosotras. Sin duda que un transeúnte común creerá que mi rosa se os parece. Pero ella sola es más importante que todas vosotras, puesto que es ella la rosa a quien he regado, (…) puesto que ella es mi rosa””.

Minha Rosa tem em si todas as coisas: a vida, a morte, o bom e o mau. Minha Rosa é livre e está presa a uma corrente. Minha rosa, um pingente.

“Applaud, my friends, the comedy is over.”

•May 3, 2007 • 1 Comment

(…)

Pope finally noted that “Violence is incompatible with the nature of God and the nature of the soul.”

It means that Limbo has just been sent to limbo. It thus also means the salvation of Plato and Socrates  – who are now free from the Divine Comedy statements (literally).

Well, I started thinking about church, then about its message and then again about who composed the most beautiful songs it still plays. Where did they go to?

I mean, what might have happened to atheist (or at least not Christian) souls like Berlioz, Bizet, Brahms, Debussy, Mozart, Paganini, Schubert and his pupil, Schumann, Strauss, Tchaikovsky, Wagner and the author of the quotation above, Ludwig von Beethoven, among so many others?

I love their music, I believe music comes from soul, I also think their songs bring me (to) peace. Am I supposed to choose between music and peace?

Ok, that’s enough for today.

Pax Vobiscum, anyway

First sight

•May 2, 2007 • Leave a Comment

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